abril 20, 2004

Religião e espiritualidade

Pensamentos de Rodrigo Ribeiro no seu comentário a “A linguagem do século XXI”.

Gostava de salientar o seguinte: desde há uns tempos a esta parte, que considero os textos sagrados (sem excluir algum), mais a imutabilidade da "sabedoria" nos mesmos contida, um enorme pesadelo para a humanidade.
Humanidade que, de quando em vez, é abençoada com o nascimento de dignos representantes da espécie, tolerantes, bondosos, conscientes, humildes, etc...que consagram a sua existência à prática da máxima «não faças aos outros, o que não gostas que te façam a ti.» Simples. Condição comum a muitas dessas pessoas, o facto de serem religiosas praticantes, mas (e é aqui que eu pretendia chegar), eu acredito que seriam igualmente bondosas, honestas, tolerantes, conscienciosas, etc..., mesmo que todas as divindades até ao momento inventadas pela imaginação humana (por necessidade de conforto, de segurança e de explicações "plausíveis" para tanta dúvida existencial e metafísica; entre outros motivos que podiam igualmente ser dados como "plausíveis", por mais inaceitáveis que fossem!), nunca tivessem emergido das obscuras masmorras das mentais insanidades de seres humanos tolhidos de medo, ou inflamados pelo ódio.
Os oportunistas políticos e religiosos (cada um de per si, ou combinados na mesma pessoa) especializaram-se em aproveitar as situações em proveito próprio (daria pano para mangas tentar explicar o que é isso do "proveito próprio"); os que, cingindo-se ao oportunismo religioso, radicalizam posições, limitando-se a ser veículos da incontestável vontade divina; de índole complexa (e sabe-se lá mais o quê?) necessitam de estar envolvidos em projectos megalómanos, que transvasam as margens da razão, e são a imutabilidade irracional em estado puro.
Nem vestígio de espiritualidade!

Publicado por vmar em abril 20, 2004 12:41 AM
Comentários

Pertinente...
Boa, boa!


um abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em abril 20, 2004 12:56 AM

Embora entenda alguns argumentos, não estou de acordo em meter os livros sagrados no mesmo ou em qualquer saco.Será lugar comum dizer que nºao são honestamente estudados por muitos e supostos eruditos.Portanto, não rifo os saberes que só são imutáveis se dogmaticamente vistos ou seguidos,mas serão riquisssimos se tivermos a capacidade de os querer conhcer e interpretar.Obviamente que não estou de acordo com vivencias fundamentalista sejam de que religião ou espiritualidade forem.Deus não pertence a ninguém mas pode no seu enigma oferecer-se a quem o buscar para enriquecimento pessoal, e não como desculpa para matar o próximo...
Um abraço do Morfeu

Afixado por: morfeu em abril 20, 2004 12:08 PM

Muito pertinente. :)

Afixado por: Luz em abril 20, 2004 02:41 PM